terça-feira, 3 de maio de 2011

O CORTEJO DE 2011




Finalmente aí estão eles.

O estalar dos foguetes anuncia que se iniciou a última etapa da romaria que começa no "Coiro da Burra" vai trazer de volta os "romeiros" á aldeia de Estoi, terminando este longo dia junto á igreja do Pé da Cruz.

Alertada pelos foguetes a multidão que de um e do outro lado da rua espera ansiosa, olha lá para o fundo da estrada, na esperança de avistar o cintilar trepidante dos archotes sinal inequívoco de que o cortejo vem a caminho.

Ligam-se máquinas fotográficas, cameras de vídeo, para captar e guardar estes momentos inesqueciveis.

Tal como prometemos nós próprios também lá estamos de câmara pronta, para gravar e poder partilhar este momento único.

Após as primeiras imagens recolhidas, na rua de Faro, sobe-se rapidamente até ao Largo Ossonoba para voltar a ver quase todo o cortejo.

Perto da meia-noite, no arraial, o "Nestor" anima o baile e são muitos os pares que vão ensaiando um pezinho de dança, para a despedida.

Por este ano a Festa está quase a terminar, mas vai continuar no coração dos estoienses que contarão os dias, até ao próximo 2 de Maio, para voltar a gritar com orgulho incontido:

- "Viva a Pinha! Viva a Pinha!!!"

domingo, 1 de maio de 2011

PINHA - 2º. DIA



Grupo de musica popular portuguesa "Canto Andarilho" que animou a tarde de hoje, dia 1 de Maio, no 2º. dia do programa da Festa da Pinha-2011, em Estoi.

Embora com ameaça de chuva decorreu com normalidade o programa de hoje, com todas as actividades programadas a terem lugar com presença de algum publico.

Amanhã será o grande dia!

Como me afirmava ontem um antigo "romeiro" não há chuva que faça parar a romaria e antes do meio-dia, lá estarão todos no pinhal do Ludo para o almoço. 

Á tarde o regresso, com desfile em Sta. Barbara de Nexe. 

Á noite terá lugar o "cortejo", desde o Coiro da Burra, passando pelas ruas da aldeia vai até á igreja do Pé da Cruz.
Tudo isto, sejam quais forem as condições atmosféricas.

Também á noite lá estaremos todos para os saudar com vivas á pinha e gritos de incentivo.

Que tudo decorra com a maior alegria e segurança para todos quer os que participam na romaria quer os que assistem para que mais uma vez seja grande a festa!

sábado, 30 de abril de 2011

PINHA - 1º. DIA

PROGRAMA



O programa da Festa da Pinha de 2011, é o seguinte:

  • Sábado, 30 de Abril
          11,00h - Abertura da "Feira do Espaço Rural"
          15,00h - Derby de Atrelagem
          16,00h - Festival do Caracol
          17,30h - Desfile da Pinha Infantil
          18,30h - Espectáculo de Folclore
          21,00h - Arraial Popular com Baile

  • Domingo, 1 de Maio
          10,00h - Abertura da "Feira do Espaço Rural"
          16,00h - Festival do Caracol
          18,00h - Actuação do Grupo de Musica Popular "Canto Andarilho"
          21,00h - Arraial Popular com Baile

  • Segunda, 2 de Maio
          08,00h - Concentração dos "Romeiros" no picadeiro
          09,30h - Bênção e partida do cortejo para Ludo
          12,00h - Almoço Campestre no pinhal de Ludo
          17,00h - Festival do Caracol
          18,00h - Inicio do regresso da romaria
          19,30h - Palestra sobre o mel de Alfarroba e Medronho
          20,00h - Desfile da romaria em Sta. Barbara de Nexe
          20,30h - Espectáculo musical "Rock Alentejano"
          22,00h - Cortejo dos archotes até á igreja do Pé da Cruz
          23,00h - Arraial popular com Baile

  • Terça-Feira, 3 de Maio
           18,00h - Missa em honra da Senhora do Pé da Cruz

  • Festival Gastronomico - decorrerá ao almoço dos três dias de festa, na Pousada, no Monte Casal e na Rua Branquinho

sexta-feira, 8 de abril de 2011

RESPEITAR A TRADIÇÃO

"Eu e os da minha geração "a rasca" lá estaremos ..."


A tradicional e secular Festa da Pinha, da bonita e acolhedora aldeia de Estoi, realizada sempre no dia 2 de Maio de cada ano, pretende, acima de tudo, simbolizar a festa que os "almocreves" de outrora faziam, sempre que regressavam de suas viagens, por terras do Alentejo e até mesmo das beiras interiores, atribuladas e cheias de vicissitudes várias, para levarem os produtos da região, vendendo-os ou trocando-os por outros aqui inexistentes ou escassos.

Suportados por proprietários das terras envolventes, transportavam nos seus muares esses produtos, regressando felizes pelo sucesso da jornada, longa e espinhosa, acampando nas imediações de Ludo (Almancil), aí reconfortando a alma e os estômagos, recebendo as suas jornas dos seus patrões endinheirados, que por norma lhes ofereciam um pipo de vinho, ou mais, regressando a Estoi no final da tarde / noite do dia 2 de Maio, já meio ébrios, transportando a sua alegria contagiante, com o alecrim e talvez as pinhas secas do pinhal circundante a Ludo, oferecendo a sua homenagem à Sr.ª de Ao Pé da Cruz em Estoi, onde eram recebidos, noite cerrada, com os archotes erguidos ao vento e gritando a sua enorme alegria pelo sucesso da viagem. Hoje, séculos(!) passados.

Recorda-se ou tenta-se recordar essas epopeias passadas, onde a palavra de ordem: "Viva a Pinha! Viva a Pinha! ecoa nas gargantas já rouquenhas, meio ébrias dos participantes.

De salientar as roupagens de outrora e que se tenta preservar nos tempos modernos, na medida do possível.

O tradicional chapéu do camponês algarvio, preto ou castanho em feltro, ou a boina que á alguns anos ainda se via ser utilizada, de cor preta, redonda com uma aplicação de tecido igual no cimo da mesma, o barrete preto caído para o lado, tipo ribatejano mas preto, a camisa campestre de quadrados ou de linho, lisa e sóbria, o lenço em volta do pescoço, vermelho ou de cores garridas, o colete aberto preto, castanho ou cinzento e a calça de serrubeco, ou cotim, típica das gentes antigas que trabalham no campo, hoje a ganga substitui em parte esse adereço.

Umas botas campestres de cabedal e uma cinta à volta embelezam o "almocreve" de todos os tempos, adornando o chapéu com enfeites de flores garridas.

Os muares, as éguas e os cavalos, os carros de tracção animal e os tractores engalanados e repletos de palmeiras, flores, pampilhos ou malmequeres em profusão, conferem aquele ar de festa à Festa propriamente dita.

Se quisermos preservar a tradição, importa seguir algumas normas de conduta que inviabilizem a vandalização e adulteração da tradição, passada em Estoi de pais para filhos ao longo de gerações de Estoienses.

A Festa da Pinha é de Estoi, mas aberta a todos aqueles que a ela quiserem aderir de boa vontade e de espírito colaboracionista.

Saber aquilo que é a Festa, o que ela representa e aquilo que se deve utilizar para lá ir de corpo e alma.

Foi nos anos de 1968 que a geração de que faço parte, hoje na casa dos 60 anos de idade, retomou a tradicional Festa da Pinha, após mais um interregno desta feita motivado pela guerra colonial, onde muitos jovens milicianos perderam suas vidas.

Em Estoi, foi a morte em combate do Furriel João Canal que levou a uma paragem de 5, 6 anos, desde 1961/62 até 1968.

Quando um mês antes do dia 2 de Maio um grupo de jovens se juntou, acompanhados pelos veteranos da Pinha, reorganizou-se e constituiu-se uma Comissão de Festas que teve a seu cargo a realização da festa desse ano e das demais que se seguiram, com novos personagens e a inclusão, já nos anos pós 25 de Abril do elemento feminino de pleno direito.

Nesses anos pedia-se para o Bazar e para arcar com as despesas obrigatórias, como sejam a compra dos archotes de esparto e banho de pez louro, a banda de música de Paderne ou de Loulé, a orquestra ou conjunto musical, a publicidade e o fogo, indispensável e jogado ao ar em profusão.

Havia sempre os “Jogos Florais da Pinha”, com o Prof. Amílcar a liderar, havia missa no Dia de Vera Cruz, dia 3 de Maio na Capela da Rua do Pé da Cruz e todos se envolviam na aldeia e Freguesia, preparando meticulosamente os carros de mula, as charretes, já escassas, as palmeiras e os pampilhos para engalanar o cortejo.

As buganvílias eram disputadas e davam aquela beleza natural à comitiva.

A pontualidade era habitual, os petiscos onde os caracóis e a carne assada no braseiro feito em Ludo imperavam, a recepção e a troca de bebidas entre os convivas era constante e ali mesmo se faziam as pazes entre amigos desavindos.

O respeito pelos “velhos”, os habituais “almocreves” de Estoi era lei, o ouvir as suas estórias era obrigatório, bem como as habituais e bem disputadas “abarcas” logo após o retemperador e bem regado almoço no pinhal suscitava a presença de todos em grande roda, com respeito pelo vencedor e pelo derrotado.

Ao longo do percurso as crianças das Escolas, acompanhadas pelas suas professoras, aplaudiam e gritavam “Viva a Pinha” e faziam entrevistas aos mais conhecedores daquela mística e carismática festa tradicional.

As Comissões de Festas estavam sempre ao corrente e à frente de tudo, respeitadas e ouvidas, mesmo sem os agora indispensáveis telemóveis.

A subida em Santa Bárbara de Nexe com a Banda era apoteótica e a entrada em Estoi de archotes acessos em dança alucinante e aos gritos de “Viva a Pinha – Viva a Festa da Pinhaaaa…” ecoavam em explosões de alegria por todos os milhares de presentes ao longo do cortejo.

Hoje e agora, importa retomar a organização de tudo ou quase tudo aquilo que se vai perdendo, com grande mágoa dos mais antigos!...

Vamos à Pinha sim, mas perguntem e informem-se antecipadamente de como se devem organizar, vestir e entrar no cortejo.

Deixemo-nos de Carnaváis e de outras coisas mais!

O traje, modesto e simples é primordial, a postura ao longo do percurso é contagiante mas ordeira.

Não deitemos garrafas vazias e lixo consumido para o chão, não vedemos o acanhado recinto em Ludo com cordas, arames e arraiais de tascas e tasquinhas.

Corram o recinto e convivam amena e alegremente mesmo com quem não conhecemos e procurem mais e mais informação sobre o que é a Pinha.

Vamos entrar em Estoi organizadamente e todos por ordem. À frente a Banda de música, a viatura de som da Rádio Simão a anunciar, os cavaleiros a seguir, as carroças e charretes movidas por animais, terminando com os tractores e pequenos camiões engalanados, sem que esteja na condução do tractor mais do que o condutor e não aquilo que por vezes acontece e de grande perigosidade, que é ver-se três, quatro jovens embriagados por vezes ali sentados.

Chegar a Estoi organizados e alegres é lei. Não empinem os cavalos frente a centenas de pessoas que estão a assistir, filmando, fotografando ou simplesmente apreciando visualmente.

Façamos, em conclusão, uma renovada e revigorada Festa da Pinha 2011, com alegria e companheirismo, com participação entusiástica e pensando sempre, que para que ali possamos estar, muitos, milhares antes de nós, a criaram e recriaram, agradecendo à Senhora de Ao Pé da Cruz, nossa Padroeira, a virtude e a felicidade de estarmos vivos e podermos sair de Estoi, ir a Ludo, comer e beber com amigos, ao ar livre, com a escolta da G.N.R. que devemos respeitar e regressar no final da tarde a Estoi, com entusiasmo redobrado, gritar bem alto “Viva a Pinha” – Viva a Festa da Pinha.

Eu e os da minha geração “à rasca” lá estaremos a dar esse exemplo.

Viva a Pinha! Viva a Pinha cacete!

Faro, 8 de Abril de 2011
(Um “almocreve” de Estoi)

domingo, 2 de maio de 2010

Festa da Pinha 2010

O estalar dos foguetes ao romper da alvorada, de Domingo, dia 2 de Maio, assinala o inicio da grande festa.
Eram 7 horas da manhã.
Mais tarde, por volta das 9,30 horas, voltaria a ouvir-se os foguetes, sinal de que a partida estaria para breve.

Mas só ás 10,30 horas é que a grande romaria se pôs em marcha, saindo do largo próximo do picadeiro, percorreria algumas ruas da aldeia, dirigindo-se depois para a rua de Faro, para sair em direcção ao Coiro da Burra, Santa Barbara de Nexe, Esteval e pinheiros do Ludo, onde todos procurarão as melhores sombras.

Á tarde regressarão pelo caminho inverso, talvez um pouco cansados, mas certamente felizes por participar mais uma vez, nesta grande festa popular que muito representa para Estoi e suas gentes.

Viva a Pinha!

Viva todos os romeiros!

Que tudo corra com muita alegria!

Que hoje seja um grande dia de festa para todos!


domingo, 25 de abril de 2010

PINHA INFANTIL 2010



Decorreu esta tarde o desfile da Pinha Infantil, deste ano, a preparar os romeiros para a "Grande Festa Tradicional de Estoi que se realiza já no próximo Domingo, 2 de Maio.

Os pequenos romeiros desfilaram pelas ruas da aldeia, antecedidos pela Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Faro, sempre saudados por todos os que assistiam ao desfile.

domingo, 3 de maio de 2009

PINHA 2009


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Antes da alvorada já aldeia e redondezas se apressava na preparação para a partida.

O tempo estava excelente, o nascer do sol limpo sem sombra de nuvens, era o prenuncio de um dia bem passado, á sombra dos pinheiros de Ludo, comendo umas febras assadas no local e os caracóis que já viajavam cozidos. Tomadinhos de sal, com o caldo um pouco picante que é para puxar a bebida. As cervejas rodariam de mão em mão escorrendo pelas secas gargantas, ansiosas de liquido fresco, até para limpar o pó que o vento, levanta. Muitos prefeririam o vinho que é uma bebida mais nobre para estas ocasiões ou simplesmente por gosto.

Á chegada a Ludo os contratempos habituais, devido ao espaço onde cada um está habituado a ficar, já estar ocupado por outros que não participando no desfile se anteciparam a correr para o pinhal, ficando com os melhores lugares.

É injusto! Protestam uns, enquanto outros diziam que não há lugares marcados, portanto quem primeiro chega ...

Tudo se resolveu e a festa continuou. Musica e alegria por todo o lado. Alguns pares ensaiavam um pézinho de dança, no baile.

No final da tarde, o regresso, com alguma confusão inicial. O desfile em Santa Barbara de Nexe e o reagrupamento no Coiro da Burra, de onde preparados já com os archotes se iniciaria o grande cortejo, até ao Cruzeiro do Pé da Cruz.

O lançamento dos foguetes indica que o desfile começou o que provoca maior excitação nos que esperam para o ver passar.

Cercas das 23 horas o carro da Rádio Simão anuncia o cortejo que antecedido pela Banda Filarmónica finalmente chega ao Largo da Liberdade, onde o espera a habitual multidão que os incentiva nas "Vivas á Pinha".

Percorre a Aldeia, no seu trajecto habitual, sempre aplaudido pela multidão de gente com vivas e saudações mutuas. Cerca de hora e meia depois, o último carro chega junto ao "Cruzeiro" encerrando o desfile.

O arraial continuou noite fora, com os bailes populares a puxar para a dança no "Largo Ossonoba" e no "Picadeiro".

sexta-feira, 1 de maio de 2009

DIA DE VESPERA


Hoje é dia de véspera e a aldeia já antecipa a Festa de amanhã.
Por todo o lado estão carros a ser enfeitados com as flores, os cavalos atrelados ensaiam a grande romaria, preparam-se as merendas.
A aldeia viverá em suspenso até á partida de amanhã.
Para os que ainda não conheçam fica o programa horário da Festa deste ano.

Dia 2
07,00h - Alvorada com foguetes
09,00h - Concentração dos Romeiros
09,30h - Bênção Religiosa dos Romeiros
09,45h - Saída para a igreja do Pé da Cruz
10,00h - Saida para o pinhal do Ludo
13,00h - Almoço campal, abarcas e musica
18,30h - Saída de Ludo
20,00h- Desfile em Sta.Barbara de Nexe
22,30h- Chegada do Cortejo á aldeia
23,30h - Arraial no Largo Ossonoba

Dia 3
10,00h - Abertura Feira Espaço Rural
18,00h - Missa dos Almocreves á Senhora do Pé da Cruz
19,00h - Actuação Rancho Folclórico Pechão
19,30h - Actuação Rancho Folclórico ARPI
21,00h - Arraial no Largo da Liberdade