sexta-feira, 19 de agosto de 2016
AS ABARCAS
(António Tomé, (José Luís!?..), Silvério, José Borges, José Manuel Ameixeira e José Tomé (em cima camisa xadrez) e outros que não conseguimos identificar...)
… À memória chegam-nos imagens imemoriais de amigos Estoienses, que o passar dos anos não apaga de nossas memórias colectivas!
Chegam-nos da mais tradicional e consensual romaria dos “afectos”, da alegria, da amizade, do companheirismo, da igualdade entre pessoas e sexos, a Festa da Pinha, que em 2 de Maio de cada ano refulge imparável em Estoi.
Alguns, os seus detratores, os “Velhos do Restelo” da desgraça, do imobilismo, catalogam-na, hoje em dia, como a “Festa dos bêbados”(!), tão só e apenas porque uma minoria das centenas e centenas dos seus participantes, se escondem na bebida, procurando nesse dia, recalcar as suas feridas e frustrações de todo um ano mal vivido.
Jamais desistiremos de defender, escrupulosamente, os nobres princípios dos “almocreves” ou “romeiros”, que nesse dia exaltamos e trazemos à ribalta.
Estoi, a nossa aldeia, merece que assim seja e continue fiel à nobre tradição de receber e saber receber, quem nela se incorpora ou a visita.
A tradição das “abarcas”, assim como que uma réplica da luta greco-romana, em que dois homens debruçados sobre si, agarrando-se nos ombros e braços, lutavam, respeitosamente e com desportivismo, por deitar o parceiro ao chão.
Quem assim o fazia, era de imediato considerado vencedor e após breve descanso, iria lutar com outro parceiro, cioso de o destronar e assim por diante.
Era tradicional no dia 2 de Maio, na Festa da Pinha de Estoi, no recinto arenoso, ou terreiro do Ludo, logo após o almoço dos “almocreves”, uma grande roda de “abarquejadores” e mirones, ali se juntar, num abraço fraterno à procura da exaltação vitoriosa do maior valentão desse ano, quase sempre premiado com uma simbólica taça, ou medalha alusiva, pela Organização da Festa.
Corria por aí os anos de 1950 / 51, quando um dos mais carismáticos “abarquejadores” da Pinha surgiu em força. Seu nome, o inesquecível e felizmente ainda vivo e de boa saúde e memória, Zé Tomé. Sim, o tal do Café Ossónoba de Estoi, o do sorriso e riso inimitável, onde assistimos, altas horas da madrugada, à chegada do homem à Lua, acompanhados por incrédulos Estoienses, que jogando ao dominó ou ao “Embido”, riam com os “filmes que os americanos inventavam para deitar poeira para os nossos olhos”, não ligando patavina ao que a televisão, cheia de interferências e a preto e branco, esbugalhava os olhos meio sonolentos de alguns jovens estudantes estupefactos com tamanha façanha!
Esse mesmo Zé Tomé, que nos oferecia uma garrafa de litro de leite da Ucal, sempre que vindos da Alameda de Faro, cilindrávamos as demais Equipas de futebol de salão, onde fomos campeões distritais, representando as cores da nossa Casa do Povo, a mais antiga das 36 Casas do Povo do Algarve, (azul grenat e encarnado), a tal Equipa da “alfarroba” como éramos catalogados e com muito orgulho nosso, vencedores…
Pois por esse ano, o bom do Zé Tomé, que pela primeira vez foi à Pinha, acompanhado pelo seu irmão mais velho, António Tomé, na foto sobre os ombros de outro “almocreve” (José Luís!?..), bela estampa de homem, teria 20, 21 anos de idade, com camisa aos quadrados, vendo-se ainda o conhecido Silvério, (Contínuo no Clube Estoiense), o José Borges, seu filho, o José Manuel Ameixeira (foi guarda-redes em Estoi) e o António Tomé, entre outros folgazões. Como dizia, o António Tomé convidou o irmão, Zé Tomé, para abarquejar e, logo aí se viu as qualidades gímnicas do nosso Campeão, que, não demorou muito, deitou por terra o irmão mais velho e todos aqueles que o quiseram experimentar.
A partir desse ano, jamais o anonimato deixou de acompanhar o nosso “campeão das abarcas”, como muitas vezes que o vejo em Faro e com ele recordo episódios da nossa adolescência, revivendo tempos áureos que vivemos em Estoi, a aldeia que está nos nossos corações!.. A “nossa aldeia”.
Ofereceu-me, o amigo Zé Tomé, hoje rondando os 87 anos de idade, sempre acompanhado por sua linda e amada esposa, para recordarmos e revivermos tempos que já não voltam(!), esta foto aqui exposta, sabendo que irá ser divulgada na página ou “blog” “Aldeia de Estoi”, do comum amigo Zé Joaquim, correndo mundo, entrando nas casas de quem a visita, roubando, quiçá, uma furtiva e incontida lágrima de saudade, àqueles que, sendo de Estoi, dela estão fisicamente afastados, muito embora a tenham sempre, sempre no coração!
A todos os Estoienses e amantes da Festa da Pinha, o exemplo deste homem simples, sério e trabalhador, que muito deu a Estoi com a hospitalidade do seu e nosso Café Ossónoba, frequentado por ricos e pobres, novos ou seniores, com respeito, com postura, com verticalidade e com aquele riso contagiante, incontrolável e melódico, que nos enchia o espírito e a alma de satisfação. “O Rei das Abarcas”, que deitou por terra, centenas de pseudo-valentões que o procuravam, mesmo fora da Festa da Pinha e que também levaram o “tempero” devido. (Alguns até desconfiaram e quiseram tirar desforço do nosso Campeão, mas continuaram sempre com o mesmo “tempero”…)
Força Campeão!
Os verdadeiros “Almocreves” e Estoienses jamais te esquecerão
Porque não querem, não querem não
Bater com os costados, com força no chão…
Agosto de 2016
(J. Aleixo)
quarta-feira, 1 de junho de 2016
FESTA DA PINHA 2016
Em Estoi organizada
Festa que todos seduz,
Pelo povo dedicada
À Senhora do Pé da Cruz
Foi de meus pais e avós,
Agora ela é toda minha,
Mas também de cada voz,
Que grita, que “Viva a Pinha”!
Logo ao primeiro alvor,
O céu d´azul foi pintado
E o sol, irradiando vigor,
Mostrou assim seu agrado.
A aldeia acordou em festa,
Vibra alegre o aldeão!
Não tem manhã como esta,
Tão cheia de emoção!
Toda a gente em movimento,
Mostra um ar atarefado,
Correndo, contra o tempo,
P´ra tudo estar preparado
Em todos a mesma ideia,
Em cada ano que passa,
Que a festa-mor da aldeia
Decorra em paz e graça.
Tudo quer entrar na festa,
P´ra cumprir a tradição,
Promessa dos almocreves
Em prova de devoção.
Vão garbosos cavaleiros
E a malta dos tratores,
Levam fatos de romeiros,
Farnéis fartos e mil flores.
Com tudo bem enfeitado,
Gente vestida a rigor,
O cortejo organizado
Pede a bênção do Senhor!
Ao passar junto à Igreja,
Gritam velhos e meninos,
Bom dia! Que se almeja,
Até com toque dos sinos.
Estrada fora, lá vão!
Os romeiros de Estoi.
Uns bebem … outros não!
Depois se vê como foi.
Campos pintados de cor,
Plenos de flores silvestres.
Natureza! Esplendor!
Para traz tempos agrestes!
Chegados enfim ao Ludo,
Por sob as abas do arvoredo,
Mesas repletas de tudo,
Para repartir sem medo.
Deus Baco ´tá presente!
Ele comanda o manjar!
Mas a alegria latente,
É a de poder partilhar.
E é prazer escutá-los,
Tarde fora! ´té final.
Os relinchos dos cavalos,
Sons musicais no pinhal!
Soa a hora d´abalada,
Há que arrumar toda a tralha.
E que o Senhor nos valha!
Até à hora chegada …
A viagem vai ser longa,
Mas o cortejo já mexe.
Espera-os a som da banda,
Em Santa Barb´a de Nexe.
Coiro da Burra, enfim!
Hora d´acender archotes.
Que o povo, em frenesim,
Já chegou, veio em magotes.
E ao som da filarmónica,
Foguetes a ribombar,
A romaria, eufórica,
Parece o povo abraçar.
Gritando alto o Romeiro,
Dá vivas à Festa da Pinha!
Em resposta um eco inteiro.
O povo não se continha!
Gentes, cortejo passante,
Em completa sintonia.
Este segue confiante,
Cumpre a missão que o guia.
Agradecer à Senhora,
Milagre da Salvação,
Dos almocreves d´ outrora,
Em hora de aflição.
E em frente da ermida,
Lá no alto … uma fogueira,
É acesa e ganha vida,
Nova prece à Padroeira.
Senhora do Pé da Cruz,
Protege a nossa terra,
Cobre-a da tua luz,
Afasta o povo da guerra.
(José António G. Paula Brito)
domingo, 29 de maio de 2016
JOGOS FLORAIS 2016
Decorreu ontem à tarde, no salão da União de Freguesias Conceição e Estoi, em Estoi, a cerimónia da entrega de prémios dos "Jogos Florais", deste ano.
Oportunidade para apresentação de alguns autores presentes que leram os seus próprios trabalhos e muita animação com a apresentação do grupo teatral que veio da Fuzeta, dirigido pela professora Maria José Fraqueza que representou um extracto da peça da sua própria autoria "As Lavadeiras" .
Voltando aos Jogos Florais da Pinha de 2016, organizados pela Acestoi- Associação Cultural de Estoi, o Júri do concurso, composto pelas professoras Regina Jerónimo, Guiomar Paulo, professor Luis Isidoro e Conceição Morais, presidente da Acestoi, atribuiu a seguinte classificação:
Poesia Obrigada a Mote
COBARDE, da autoria de António Isidoro Viegas Cavaco - 1º. prémio
APONTAMENTO, da autoria de José António Palma Rodrigues - 2º. prémio
AURORA BOREAL, da autoria de Maria Helena Ramos - 3º. prémio
DÁLIA, da autoria de Manuela Lopes Alves - menção honrosa
Poesia Livre
QUOTIDIANO, da autoria de José António Palma Rodrigues - 1º. prémio
MUDANÇAS, da autoria de José António Palma Rodrigues - 1º. prémio
A PAZ DO MEU VIVER, da autoria de António Isidoro Viegas Cavaco - 3º. prémio
A RAZÃO DO MEU VIVER, da autoria de António Isidoro Viegas Cavaco - Menção Honrosa
O NOSSO MUNDO, da autoria de António Isidoro Viegas Cavaco - Menção Honrosa
O MALANDRECO DO VENTO, da autoria de António Isidoro Viegas Cavaco - Menção Honrosa
A VIDA, da autoria de António Isidoro Viegas Cavaco - Menção Honrosa
DESERTO MISTERIOSO, da autoria de António Isidoro Viegas Cavaco - Menção Honrosa
ESPERA, da autoria de José António Palma Rodrigues - Menção Honrosa
SE EU SOUBESSE, da autoria de José António Palma Rodrigues - Menção Honrosa
A FONTE, da autoria de Maria Helena Ramos - Menção Honrosa
SAUDADE, da autoria de Manuela Lopes Alves - Menção Honrosa
Poesia Alusiva a Estoi
ESTOI DE ENCANTOS E TRADIÇÕES, da autoria de António Isidoro Viegas Cavaco - 1º. prémio
QUANDO MAIO SE AVIZINHA, da autoria de José António Palma Rodrigues - 2º. prémio
JOIA DIVINA, da autoria de Antonio Isidoro Viegas Cavaco - 3º. prémio
RAINHA DA BEIRA SERRA, da autoria de Antonio Isidoro Viegas Cavaco - Menção Honrosa
FESTA DA PINHA 2016, da autoria de José Antonio Paula Brito - Menção Honrosa
ESTOI BELA ADORMECIDA, da autoria de Antonio Isidoro Viegas Cavaco - Menção Honrosa
MEU ESTOI DE BELEZA SINGULAR, da autoria de Antonio Isidoro Viegas Cavaco - Menção Honrosa
ESTOI, da autoria de Maria Helena Ramos - Menção Honrosa
FESTA DA PINHA ESTOI, da autoria de Manuela Lopes Alves - Menção Honrosa
ALDEIA DE ESTOI, da autoria de Manuela Lopes Alves - Menção Honrosa
terça-feira, 3 de maio de 2016
O REGRESSO
Eram precisamente 22,30 horas quando se ouviu o morteiro anunciando o inicio da ultima etapa desta grande romaria, desde o Coirro da Burra, passando pelo cruzeiro do Pé da Cruz para finalmente terminar no picadeiro, onde pela manhã se tinha iniciado.
Na frente do cortejo, para além das autoridades policiais e segurança particular, o carro sonoro anunciava alegremente que os romeiros se aproximavam da sua aldeia.
A Banda Filarmónica de Paderne, marcava musicalmente o compasso e o entusiasmo de toda a assistência distribuída ao longo do percurso, enquanto o fogo de artificio que abundantemente se fazia ver e ouvir, sublinhava este momento festivo.
À aproximação da aldeia e da multidão que os aguardava os romeiros davam mostras da sua alegria, empunhando energicamente os incandescentes archotes enquanto gritavam vivas à Pinha!!!
Com entusiasmo fizeram todo este percurso, indo terminar cerca das 23,30 horas no picadeiro, onde para acabar a noite em festa, decorria o baile popular.
Terminamos com um forte aplauso para:
- GNR e restantes seguranças que tudo fizeram para que a romaria decorre-se com a máxima segurança;
- Banda da Sociedade Musical e Recreio Popular de Paderne, pelo sua excelente participação;
- União de Freguesias Conceição e Estoi, pela boa organização
- Ás colaborações de ACESTOI, Jograis Antonio Aleixo, Casa do Povo de Estoi, Confraria Equestre de Estoi e Moto Clube de Estoi-Ossonoba
- A todos os que de forma anónima deram a sua colaboração nomeadamente com a cedência de flores para as necessárias decorações
- A todos os participantes, pela dedicação e entrega a esta Festa, dando o seu melhor, o que contribuiu de forma decisiva para o seu êxito.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA
No dia 3 de Maio, pelas 19h, irá ser
inaugurada a exposição de fotografia “Festa da Pinha”, de Laura Carlos e Pedro
Barros, na Delegação de Estoi da União das Freguesias de Conceição e Estoi
(Faro).
A exposição pretende valorizar a Festa da
Pinha ilustrando alguns dos seus 'pontos altos' através de fotografias a cores
e a preto e branco, registadas entre os anos de 2010 e 2015. Aqui podemos
observar os pormenores, fruto da criatividade individual e coletiva que dão um
aspeto único e peculiar a esta manifestação. Esta apresenta-se ainda com um
cariz documental tendo como objetivo promover a salvaguarda e a valorização
desta importante manifestação de Património Cultural Imaterial do Algarve.
A FESTA da PINHA, também denominada por
Festa da Nossa Senhora do Pé da Cruz ou Festa dos Almocreves, é um património
cultural imaterial de inegável valor sobretudo para a gentes da aldeia de Estoi
que mantem viva a tradição d’A Pinha com fervor e orgulho.
No dia 2 de Maio em
Estoi (Faro) realiza-se a tradicional e popular romaria dedicada à 'Nossa
Senhora do Pé da Cruz'. A celebração que se pensa ter uma origem multisecular,
é em honra dos antepassados, os almocreves que faziam o percurso entre Algarve
e Baixo-Alentejo para trocas comerciais, e no seu regresso agradeciam a jornada
segura e o sucesso dos negócios efetuados.
Os preparativos para a Festa começam dias
antes e no dia 1 de Maio “Ataca-se o Maio” e cumpre-se a tradição dos “Maios”
acordando a aldeia toda aperaltada. A tarde é dedicada à preparação dos animais
e ao enfeitar dos veículos para o cortejo do dia seguinte.
A 2 de maio acontece
a Festa, aquela que outrora era singela e reservada a homens, é actualmente uma
romaria na qual participam centenas de pessoas trajadas a rigor, sem restrição
de género ou idade.
O percurso é feito a cavalo, em veículos de tração animal
ou em tratores com atrelados, enfeitados com vegetação, flores e versos
dedicados à “Pinha”.
Logo pela manhã, após bênção do sacerdote, saem do
picadeiro da aldeia rumo ao pinhal do Ludo, lugar onde realizam um piquenique
de confraternização. As abarcas, os puxos de corda e baile fazem parte do
convívio.
Ao final da tarde regressam à aldeia onde chegam pelo cair da noite.
À entrada, no Coiro da Burra, os romeiros prosseguem à luz dos archotes em mãos
e de fogo-de-artifício, anunciando a sua chegada. A romaria transforma-se num
desfile exuberante de alegria, luz e cores acompanhadas de Vivas à Pinha, Vivas
aos Almocreves e Vivas à Nossa Senhora do Pé da Cruz. No final agradecem à sua
padroeira que os espera na ermida enfeitada, com as portas abertas e com uma
grande fogueira à entrada para a qual os romeiros atiram o molho das ervas
aromáticas que trouxeram do Ludo.
A Festa mais tradicional e característica da
aldeia de Estoi termina com uma celebração religiosa, no dia 3, dia da Invenção
da Santa Cruz, antes organizada com pompa e circunstância pela Confraria da Nª
Sª ao Pé da Cruz em finais do séc. XIX.
A
exposição conta com o apoio da União das Freguesias de Conceição e Estoi e da
Direção Regional de Cultural do Algarve, podendo ser visitada até 30 de
Setembro, na Delegação de Estoi da União das Freguesias (antigo edifício do
mercado - Largo Ossónoba, 71), de Segunda a Sexta, das 9h00 às 12h00 e das
14h00 às 18h00.
Os Autores:
Coordenação, texto e fotografia:
Laura Carlos é licenciada em Design pela
Universidade do Algarve, Mestre em Gestão Cultural pela Universidade do
Algarve, com a dissertação intitulada "Manifestação Cultural – Alterações
ao longo do tempo, Estudo de Caso – Festa da Pinha” (2011-2013).
Fotografia:
Pedro Barros exerce a profissão de
arqueólogo na Direção Geral do Património Cultural. Desde 1996, além de ter
ilustrado alguns artigos sobre Património Cultural, conta com algumas
exposições individuais temáticas onde se destacam: "Algarve Doce" e
"Cortiça" (organizadas pelo Museu do Traje de São Brás de Alportel).
Os autores, em 2014 no Largo da Liberdade em Estoi, já realizaram uma exposição sobre o tema intitulada “Festa da Pinha, uma manifestação de Património Cultural Imaterial”.
O GRANDE DIA
Tal como programado para hoje, a grande "romaria" começou a reunir-se às primeiras horas da manhã, no picadeiro.
Este ano com uma novidade em termos de prevenção e segurança, com os agentes da GNR em serviço no local a efectuarem o controle dos condutores de: -carros de besta, tractores e carrinhas, efectuando o "teste do álcool" e informando que o mesmo iria acontecer em Ludo, na hora do regresso.
Ás 9,30 horas, foi dada a Bênção aos Romeiros, pelo diácono Luis Galante, após o que lentamente foi iniciada a romaria, com os cavaleiros a posicionarem-se na frente, seguidos das carroças, tractores e carrinhas, pelo meio muitos romeiros que irão fazer o percurso a pé.
Pouco passava das 10 horas da manhã e já todo o cortejo tinha saído da aldeia, encontrando-se neste momento muito próximo do Ludo, onde irão permanecer até ás 18 horas.
Que tudo decorra bem e conforme o previsto e um bom dia de festa para todos!
À noite, no regresso, cá os esperamos na aldeia de Estoi, para a habitual saudação.
sábado, 30 de abril de 2016
FESTA DA PINHA 2016
Tem inicio hoje, a partir das 15,00 horas, o programa da Festa da Pinha 2016.
Os estoienses e não só, aguardam com alguma expectativa e ansiedade, o momento da partida para mais uma romaria que os levará desde da aldeia de Estoi, até ao pinhal do Ludo, na freguesia de Almancil e no final do dia os trará de volta à aldeia, após um dia de histórias divertidas ou não, mas que ficarão na memoria de todos.
Muito embora, no Ludo decorra uma parte importante da festa, o palco principal será como é tradicional na aldeia de Estoi, com a partida e sobretudo a chegada, a serem assistidas por uma enorme multidão que aguarda horas para o poder fazer e saudar os romeiros, com as "Vivas à Pinha"!!!
Cavalos, carroças, tractores, carrinhas, até a pé, muitos são os que nunca faltam a esta romaria, preparando com antecedência a sua participação, quer arranjando e enfeitando o seu transporte, quer confeccionando a merenda que gostosamente irão partilhar no pinhal de Ludo, com familiares, amigos e com outros romeiros que habitualmente circulam pelos grupos, para as "provas".
Pode-se dizer que agem e reagem como uma grande família que são, isto é: - Brincam, cantam, comem, bebem e às vezes até discordam mas faz tudo parte da festa.
O que é preciso é que no fim acabe tudo bem!
segunda-feira, 8 de junho de 2015
JANTAR DE SOLIDARIEDADE
Um "grupo de amigos" da Festa da Pinha, organizou um "Jantar de Solidariedade", cuja receita reverte a favor das vitimas do acidente ocorrido este ano, com um atrelado de um tractor, durante o percurso de ida para o Ludo.
O Jantar no qual estiveram presentes alguns dos acidentados e mais de uma centena de pessoas, entre os quais, o presidente da União de Freguesias Conceição e Estoi, teve lugar no Centro Comunitário de Estoi, no último Sábado, 6 de Junho.
Para este jantar o grupo de amigos, pode contar com o apoio incondicional do Centro Comunitário de Estoi que disponibilizou a sua "tenda de eventos", assim como, toda a logística, contando ainda com o apoio de alguns patrocinadores.
Este grupo de amigos deu o exemplo de que na "Festa da Pinha" também existe solidariedade e entreajuda, não são apenas "copos" e gente "eufórica" aos gritos (conforme lemos nalguns comentários ás noticias sobre o acidente).
O nosso aplauso para todos os que tornaram possível este evento!
domingo, 3 de maio de 2015
O REGRESSO
Eram cerca das 23,20 horas quando estalou o primeiro foguete sinal de que a romaria voltava a reiniciar a marcha , desta vez, para o percurso final que os levaria desde o Coiro da Burra, desfilando pela aldeia de Estoi, até terminar a jornada no "picadeiro".
Durante o dia algumas histórias aconteceram, umas alegres outras tristes, sendo que a mais grave foi o acidente ocorrido ainda na ida para Ludo quando um atrelado de um tractor se voltou com muitas pessoas a bordo, tendo dez delas sido obrigadas a receber assistência na urgência do hospital de Faro.
Nas informações que obtivemos, ontem à noite quase todas já tinham tido alta, ficando ainda uma ou duas no hospital.
No regresso sucedeu mais um lamentável acidente com um dos animais que circulava atrelado a uma carroça inesperadamente desfaleceu caiu e já não se levantou morrendo em plena estrada.
Voltando ao desfile propriamente dito deu-se com algum atraso em relação ao horário previsto, perante a habitual multidão que os rodeava e aplaudia durante toda esta parte final da romaria.
Na frente a "Radio Major/Simão" incitava e desafiava o publico para as Vivas à Pinha, seguia-se a "Banda Filarmónica de Paderne", os cavaleiros, as carroças, tractores e finalmente as carrinhas.
Pelo meio muitos romeiros que preferiam fazer esta parte do percurso a pé davam também o "mote" para as vivas à pinha e agitavam as "Tochas".
A festa terminou com um convite para o tradicional baile popular que acontecia no Jardim Ossonoba e também no picadeiro, já que na tarde e inicio da noite o local do baile foi a praça da Liberdade, em frente à igreja matriz.
Hoje, pelas 18.00 horas, a missa de agradecimento à Senhora do Pé da Cruz, encerrará o programa desta Festa da Pinha de 2015.
Fica a promessa, de no próximo ano voltar a realizar-se ainda com mais força e vigor, para alegria de todos aqueles que ano após ano se vão juntando para esta festa.
Entretanto ainda durante muito tempo, se irá recordando os muitos episódios vividos nesta jornada.
Resta-nos fazer votos para que as pessoas acidentadas rapidamente se recomponham.
sábado, 2 de maio de 2015
CONCENTRAÇÃO E BÊNÇÃO DOR ROMEIROS
Com os "romeiros" já concentrados no "picadeiro" pouco passava das 9.30 horas quando o padre Miguel Neto, procedeu à cerimónia da bênção e desejou uma boa viagem a todos.
Poucos minutos depois, o cortejo iniciaria a marcha que irá levar os romeiros até ao pinhal do Ludo, para o almoço e uma tarde de convívio e camaradagem.
A julgar pelos rostos que vimos logo pela manhã será com certeza um alegre dia de festa e confraternização, com muitos comes e alguma bebida pelo meio, mas no fim é mais uma pinha inesquecível.
Entretanto ontem, numa tarefa que se foi fazendo ao longo do dia, decorreram os preparativos dos carros, com a sua cuidada decoração, onde não faltam: -palmeiras, alecrim, rosmaninho, malvas, rosas, malmequeres, boganvilias, erva cidreira, poejo, louro, etc..
Também da mesma forma foi enfeitado o "cruzeiro" e o frontal da igreja de Nª.Sª. do Pé da Cruz
Se tudo acontecer de acordo com o horário previsto, o regresso inicia-se por volta das 18.00 horas, terminando no local da partida por volta das 23.00 horas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



